Cuidar do corpo é também cuidar da mente e da saúde como um todo. A atividade física regular é uma das ferramentas mais potentes para promover saúde, prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. E o melhor: não é preciso ser atleta ou frequentar academia — o importante é se movimentar de forma constante e encontrar algo que combine com você.

O sedentarismo, ou seja, a falta de atividade física, está diretamente ligado ao aumento do risco de várias doenças, como diabetes, doenças do coração, pressão alta, obesidade, depressão, ansiedade e até alguns tipos de câncer. Além disso, ficar muito tempo parado pode acelerar o envelhecimento e afetar a nossa autonomia e bem-estar com o passar do tempo. Por isso, um dos passos mais importantes é reduzir o tempo que passamos sentados. Levantar e se movimentar um pouco a cada 30 minutos já faz uma grande diferença para a saúde. É uma atitude simples, mas com muito impacto.

De forma geral, recomenda-se que os adultos façam de 150 a 300 minutos por semana de atividades que aumentem a frequência cardíaca e façam suar um pouco, como caminhada rápida, andar de bicicleta ou dançar. Se a atividade for mais intensa, como correr ou nadar em ritmo acelerado, o tempo pode ser um pouco menor: entre 75 a 150 minutos na semana. Além disso, é importante incluir atividades que fortaleçam os músculos — como exercícios com o peso do corpo, elásticos ou pesos leves — pelo menos duas vezes por semana.

Algumas pessoas, como quem tem diabetes, precisam ter atenção especial. Nesses casos, o ideal é fazer exercícios aeróbicos (como caminhada ou bicicleta) em pelo menos três dias diferentes na semana, sem ficar mais de dois dias seguidos parado. Também é indicado fazer duas a três sessões de exercícios de força em dias alternados. Já para os idosos, além dessas recomendações, é importante incluir atividades que trabalhem o equilíbrio e a flexibilidade, como alongamentos e exercícios de postura, duas a três vezes por semana, para ajudar a evitar quedas e manter a autonomia no dia a dia.

O mais importante é começar. Procure uma atividade que você goste e que combine com a sua rotina. Vá no seu ritmo, respeitando o seu corpo e a sua história. Não é preciso agendar uma consulta médica para começar a se movimentar, mas manter um acompanhamento regular com seu médico de confiança é fundamental. O médico de família pode ajudar a planejar uma rotina segura, com escuta, orientação e cuidado — além de solicitar os exames necessários para acompanhar sua saúde ao longo do processo.

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